No último dia 16 de abril, uma balsa do comboio conduzido pelo empurrador Dom Baltazar, carregada com contêineres e veículos, que saia de Manaus, partiu-se ao meio e afundou parcialmente nas proximidades da comunidade de Carariacá, em Santarém, no oeste do Pará.
O Que Aconteceu?
Segundo as informações preliminares, a balsa apresentou falha estrutural durante a travessia, o que provocou a ruptura do casco e o afundamento parcial da embarcação. Um motorista que estava em um dos veículos transportados sofreu fraturas e foi encaminhado ao hospital.
Imagens do momento em que a carga começa a submergir já circulam nas redes sociai, e são impactantes. Mas além do drama humano, há uma pergunta que todo empresário, transportador ou embarcador deveria se fazer:
Se fosse a minha carga, eu estaria protegido?
A resposta, para a maioria das empresas, é: não totalmente.
Existe um equívoco muito comum no mercado logístico: acreditar que um seguro de carga padrão cobre todos os trechos de uma rota.

Do ponto de vista securitário, uma travessia fluvial apresenta riscos distintos do transporte rodoviário convencional:
- Condições imprevisíveis do rio: variação de nível, correntezas, bancos de areia e objetos submersos
- Dependência da integridade da embarcação: diferente do caminhão, a carga fica refém da estrutura da balsa
- Dificuldade de resgate e recuperação: em caso de afundamento, a carga raramente é recuperada
- Distância de socorro: muitos trechos são remotos, como o caso de Carariacá, a mais de duas horas de Santarém
- Ausência de infraestrutura: não há guindastes, não há porto próximo, não há como reverter o afundamento
Com a cobertura adequada contratada, em um sinistro como o do Rio Amazonas, o segurado teria direito à indenização pelo valor da mercadoria perdida ou danificada durante a travessia. Isso inclui:
- Perda total da carga por afundamento
- Avaria causada por água durante o processo de submersão
- Danos decorrentes de colisão ou encalhe da embarcação
- Situações de perigo iminente que exijam o abandono da carga
Para quem opera na região Norte do Brasil, travessias fluviais não são eventualidades, e sim, parte da rotina logística. Municípios como Parintins, Tefé, Coari, Óbidos, Oriximiná e dezenas de outros só são acessíveis por rio.
Isso significa que acidentes como o do Dom Baltazar não são raridades. São riscos reais, recorrentes, e que devem estar contemplados no planejamento de qualquer operação logística séria nessa região.
Se você embarca mercadorias em rotas que incluem travessias de rio, o primeiro passo é simples, revise sua apólice hoje.
O custo do adicional é irrisório perto do valor de uma carga perdida no fundo de um rio.
Tags: seguro de carga, travessia fluvial, logística amazônica, balsa, rio
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